Reconciliação



Cismei que ela tivesse me abandonado, essa bandida.
Sentia que me espiava de longe, entupida de palavras à espera de serem lavradas.
Até acenava, mas de tão insegura, incompleta, insignificante e incapaz, recuava.

Era uma pena.

Eu sabia que ela acabaria voltando. Nem que fosse no laço.
Sem ela eu sou só espaço. Sem recheio, sem razão.
Sem mim ela não vive, não come, não sente tesão.

Ela, é uma puta. Faz gozar, vai embora e espera o meu contato - como se não soubesse que é necessária sempre.
Ah, se soubesse da saudade que eu estava de mergulhar em seus seios, meter minha boca entre suas pernas e observá-la de quatro pra mim, aguardando ansiosa toda a minha fúria...

Bem... mas ela voltou. É isso que importa.
E mordendo, chupando, comendo e gozando estou. Mais completa, mais feliz, mais tarada, mais eu.
Tinha ciúmes de dividí-la com outros homens, mas percebi que sem eles ela não seria a mesma.

Que bom que está comigo de novo, Poesia.
Saudades de você, minha vadia.

3 comentários:

Anônimo disse...

ah, pode usar o que quiser!

bjo

2¹³ disse...

Ai ai ai...cada dia melhor...rsrsrs..."ela é fantástica"...rssrsr...bju

Helio Perez disse...

Parafraseando vc mesma, mas em termos masculinos, confesso que fiquei de pau duro!
Agora que descobri teu blog, tudo está mais lindo...